quinta-feira, 24 de julho de 2008

Central 0 x 0 Santa Cruz

Estávamos a 0,5 segundo da Série C. Meio segundo. Acredito que é esse o tempo que a bola leva da marca do pênalti para o fundo das redes. Pênalti quase sempre é gol. Quase sempre. Os goleiros estão muito grandes hoje em dia. Às vezes eles defendem e se consagram. Mais raro é o atacante chutar para fora. Como o Santa Cruz é o time do povo, e o povo não merece sofrer, Marco Antônio, atacante do Central, ex-Santa Cruz, onde foi justamente apelidado de Marco Zero, chutou a bola para fora. Bem para fora. Se não me engano, a bola saiu até do estádio. OK, o estádio não é tão grande.

Mas é isso aí pessoal. Ufa! Passamos por mais uma odisséia. Esse ano promete.

Vamos ao jogo. Acho que o novo técnico, Bagé, entrou com uma escalação boa. Entramos com três volantes. Já que de qualidade no meio campo só temos Juninho mesmo, melhor ter três volantes protegendo a defesa do que outro meia que pouco ou nada acrescenta. Sem contar que nossos volantes Alexandre, Memo e Gedeil não são totalmente grossos, podem dar uma ajuda ao ataque, e quem sabe até acertarem uma jogada. Possibilidade não tão grande. Ainda na metade do primeiro tempo o técnico fez uma alteração que mais uma vez me agradou. Sai o volante Memo e entra o veloz atacante Cléo. Suponho que o treinador viu que o setor de meio-campo e ataque do Central não nos oferece tanto perigo e lançou mão de um atacante. Gostei muito. O jogo estava lá e cá, nenhuma das equipes levando muito perigo à outra. Ainda no primeiro tempo tivemos um zagueiro - cujo nome é Wesquiley - expulso. Drama. Nos seguramos bem. O time está demonstrando raça, vontade de vencer. Acredito que a demonstração de apoio incondicional da torcida está ajudando nisso. Deve ser muito bom jogar no Santa Cruz. Motivação não falta.

O segundo tempo seguia com o Santa jogando até melhor que o Central, apesar da inferioridade no número de jogadores, até que cometemos um pênalti. O juiz foi muito rigoroso com o Santa. Primeiro o cartão vermelho e depois o pênalti. A “otoridade” bem que poderia dar uma forcinha pra galera tricolor, não? A paixão futebolística é incrível, me faz até eu querer que o juiz roube pra o meu time. Não, não quero. Temos que vencer legalmente, justamente. Marco Antônio isola a bola. Isso só pode ter sido a energia de 3 milhões de tricolores. Só pode ter sido. Eu estava me vendo na Série D. Estávamos na série D. Pênalti geralmente é gol. Mas nem sempre. Após o pênalti perdido tudo foi festa. Não havia mais como perdermos aquele jogo. Depois foi expulso um jogador do Central. Que tal ganharmos o jogo e já sairmos classificado? Bola na trave do Santa. Bola na trave do Central. Final 0 x 0 comemorado como se fosse vitória.

Os jogadores se confraternizaram em campo, acho até que com certo exagero, pois ainda não estamos classificados. Falta um jogo contra o Campinense, que estava sapecando 6 x 2 no Potiguar. Mas que pulamos uma fogueira, não há dúvidas.

Domingo que vem é no Mundão do Arruda. Que lástima o Anel Superior ainda estar interditado. Acho exagerada a medida. Não creio que 20 mil pessoas ali consistam em perigo. O campo do Central é bem pior e está liberado. Vamos pra cima do já classificado Campinense. Vamos fazer essa festa.

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